02 Dec 2004
Aprenda com os erros alheios!
Todo mundo sabe que eu tenho uma pequena empresa de hospedagem de sites (a PortoHost, cujo site está em reformulação neste exato momento. Desde que a emrpesa começou, tem sido um saco encontrar um fornecedore de hosting que atendesse as expectativas.
Eis que tem tantas buscas pela Internet, essa porcaria de host, que oferece planos de revenda a um preço muito baixo, e com mais transferência do que os concorrentes. Tudo o que a PortoHost precisava!
Paguei a primeira mensalidade, e encarei a tarefa de baixar cerca de 800MB de informação dos sites de meus clientes, do host antigo para minha máquina, para depois subi-los novamente para o host de baixa qualidade. Com muito custo consegui encontrar no Messenger o técnico de suporte deles, que me orientou a fazer a transferência por FTP de um servidor a outro, que seria muito rápido. Seria, já que o host ruim não descompactava o arquivo .tar.gz que ficava armazenado no diretório home de cada conta, e como não tenho acesso ao shell, não pude descompactar por mim mesmo.
Tudo bem, afinal de contas eu nem gosto de dormir, mesmo. Prefiro emendar dois dias de trabalho estafante com uma noite estressante na frente do computador. Já era de madrugada quando terminei de fazer as transferências, tomando cuidado de desativar os sites no host antigo, para que os clientes não perdessem um e-mail sequer. E na hora de registrar os DNS junto à Fapesp, eis que recebo a mensagem de que os DNSs estão dando timeout, e que o registro não será possível!
Enfim, fazendo uma maracutaia, registrei o domínio principal na Fapesp usando duas vezes o DNS secundário (atenção, crianças, não façam isso em casa). E, para minha surpresa, nada de meus sites voltarem a funcionar.
Resumindo: fui cliente do host irresponsável (pois sabia desde o início que o host estava com problemas de DNS, e ainda assim me deixou trabalhando feito palhaço numa migração de outro host) por umas 24h, e durante este tempo todo só gastei meu dinheiro, meu tempo, meu humor, minha energia, e não consegui resolver os problemas de meus clientes (na verdade, só criei mais problemas).
Naturalmente solicitei o cancelamento da conta, e ao indagar se devolveriam meu dinheiro (afinal de contas, eles não prestaram o serviço por que cobraram), fui informado de que no contrato consta que eles não devolvem valores. Argumentei que no contrato também consta compromisso de uptime de 99,5%, mas que durante 100% do tempo em que fui cliente deles o host esteve no chão.
Fica dado o recado: ninguém está livre de embustes deste tipo. De repente até não foi culpa do cara, mas faltou-lhe a transparência de me dizer: “olha aqui, gordo otário, se tu mudar essa merda agora não vai funcionar, espera eu resolver o DNS aqui pra tu te ferrar menos”, bem como faltou a decência de oferecer-se a retratar-se pelos problemas causados.
Sou da opinião de que mais tem Deus pra dar do que o diabo pra tirar, mas não duvido nadinha que eu ainda vá entrar na justiça contra eles para reaver meus 60 reais, que graças a Deus não fazem falta em meu orçamento. O código de defesa do consumidor dá sete dias de direito a devolução de uma compra feita, e, eu sei porque sou do ramo também, uma empresa de hospedagem também está sujeita a estas regras. Só para me divertir um pouco, já que o resto da vida vai tão bem, vou procurar um estresse por aí, já que sei que eles não têm razão nenhuma na história.
Fica dado o recado: cuidado com o barato que sai caro, e distância dessa gente!
Em tempo: estou tentando locar um servidor dedicado nos EEUU, mas não tenho como fazer remessa de dólares para lá mensalmente. E os data centers aqui no Brasil estão fora da casinha: um deles teve a audácia de me pedir 450 paus por mês por uma máquina Windows, com 10GB de disco e um link de… (preparem os seus corações, a emoção é forte)… um link de… 64kbps!
Assim não dá pra ser feliz.
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Realmente existem empresas que nem deveriam existir pois prestam um serviço tão ruim que deveriam fechar.
Vá em frente e sacaneie estes caras!
Xmall
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Não, Marcelo, não vou fazer mais do que já fiz. Eles mesmos estão se sacaneando.
Não quero estresse pra minha vida, não quero incomodação. Quero apenas que as coisas fluam, e já que eu faço minha parte, gostaria que as pessoas também fizessem a sua. Se não querem fazer, que paguem o preço, mas eu nem sempre estou a fim de pagar o preço de fazer as pessoas pagarem os seus preços. Em outras palavras, não sei se sou eu o credor.
Mas valeu pelo toque, pela solidariedade.
Janio
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