15 Dec 2004

Apanhei do SuSE!

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Sempre ouço falar que o SuSE Linux e sua maravilhosa ferramenta YaST tornam possível o funcionamento de virtualmente qualquer hardware com o Linux. Já de saco cheio de estar há um ano sem poder usar meu scanner, e devido a ter comprado uma placa de captura de vídeo, com sintonizador de TV e de rádio FM, resolvi então que faria a instalação do SuSE para ver se realmente ele é tudo isso que dizem.

Consegui os discos de instalação de um SuSE Professional 9.0 (acaba de ser lançada a versão 9.2), liberei um HD de 40GB inteirinho pra instalação, e fui à luta.

Resumindo a história: se arrependimento matasse eu não estaria aqui agora redigindo este texto.

Acontece o seguinte: eu não queria que ele se instalasse por cima do meu Slackware, tanto que liberei um HD novinho só pra instalação do SuSE. O instalador entendeu isso, mas na hora de gravar o boot loader ele simplesmente se negava a mostrar a opção de boot pelo Slack. Fiz manualmente a inclusão de mais uma imagem de boot, igualzinha à que estava no /etc/lilo.conf do Slackware.

Instalei o primeiro CD e…

E me ferrei.

Ao final da instalação do SuSE, ele não conseguiu inserir nenhuma porcaria de módulo, pois ao invés de dar boot com o Kernel que o instalador esperava, a máquina estava iniciando com o meu kernel compilado. E depois disso, o instalador deve ter tentado sobrescrever o arquivo /boot/vmlinuz, que no meu caso era um link simbólico para o meu próprio kernel.

Resumindo a função toda: ao término da instalação do SuSE nem o SuSE nem o Slackware iniciavam direito. Pelo menos, contudo, eu tinha acesso ao shell, como root.

Mas é óbvio que isso não poderia ficar assim! Afinal de contas, Linux é um sistema aberto, e em algum momento alguém tem que ter passado por este problema, pra eu poder consultar a “jurisprudência”. Seria só entrar no Google e pesquisar. Seria, mas não dava pra ser, porque minhas interfaces de rede também não estavam levantando.

Felizmente, seguro morreu de velho (e de tédio, dizem), e quando eu compilei o kernel no Slack eu além de deixar a imagem do 2.4.27 que eu usava em algum lugar, também compilei o 2.8 duas vezes, para ter um backup do que nem tinha sido colocado em uso ainda. Foi minha salvação.

Fui no /boot e removi os links simbólicos (vmlinuz, System.map, etc.) e recriei-os, apontando para os arquivos intactos da minha segunda compilação do kernel. Reconfigurei o Lilo, rezei e reiniciei a máquina.

E eis que meu Slackware lindo e maravilhoso iniciou redondinho, como os peitos daquela loira que faz propaganda da Skol. Continuo tendo de usar o Windoze caso precise do scanner, ou da placa de TV, mas pelo menos meu Slackware continua funcionando feito um reloginho.

Conclusão com relação ao SuSE: continuo acreditando que o YaST seja a solução para boa parte dos problemas de compatibilidade do Linux, haja vista a quantidade de gente que o utiliza para as mais diversas atividades, inclusive ver TV e digitalizar documentos. Mas não foi desta vez que eu tive sucesso. Vou comprar mais umas mídias, becapear tudo que me interessa tanto no Windoze quanto no Linux, e fazer uma instalação limpa de tudo, e desta vez vou pôr o SuSE como meu Linux primário. Se não der certo, Slackware na veia!

Ah, claro! Já ia esquecendo de dizer que, desta vez, vou pôr o /home numa outra partição. Não se cometem os mesmos erros duas vezes impunemente!

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