20 Jul 2005
Amor Animal

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A notícia estranha foi divulgada em vários lugares, praticamente com o mesmo texto em todos eles. Muitos blogs a retransmitiram ou indicaram o link. Contudo, não vi ninguém comentando sobre o assunto, ou dando alguma informação a mais sobre tal.
Como o Blog do Janio (que em breve vai mudar para “Blogue do Janio”, mais ou menos quando eu mudar a posição do banner do Adsense) é um espaço fora do comum (eheheheh), aqui você encontra em primeira mão MAIS INFORMAÇÕES SOBRE BESTIALISMO!
Bestialismo, para quem não sabe, é o desvio que faz com que as pessoas apreciem ter ou assistir sexo com animais. É o mesmo que zoofilia. E entre as muitas práticas sexuais socialmente reprovadas esta talvez seja a com pior fama, pior até do que a necrofilia e a pederastia (que muitos praticam e condenam, como quero-quero que canta para o lado contrário ao do ninho).
Só para deixar claro, não estou nem aí para a vida sexual das pessoas. Cada um faz o que quer com seu bigulim/fiofó/crica, contanto que seja de comum acordo entre ambas (ou todas) as partes, e que estas sejam adultas. Pedofilia, pra mim, é um crime que jamais poderá ser punido na mesma extensão do dano que causa; por isto acho que os pedófilos deveriam ser punidos com a pena de morte sob tortura. Talvez serem comidos vivos por formigas carnívoras, ou enterrados vivos sob um viveiro destes bichinhos.
Voltando ao assunto: ao pesquisar no Google sobre o nome da cidade em que ocorreu o - digamos - “acidente” do cara que dava pra cavalo, encontrei o site Zoo Destiny. Entre outras coisas ele é uma espécie de indexador de um fórum aonde as pessoas vão para falar sobre zoofilia.
O que mais me impressionou foi a carga sentimental com que essa gente fala sobre suas preferências. Falam da incompreensão das pessoas. Da dificuldade de esconder os desejos que têm. Parecem gays que falam do armário, com o agravante de que gays normalmente se apaixonam e fazem sexo com pessoas do mesmo sexo, e os zoófilos levam para outro extremo o sentido da expressão “animal de estimação”.
“I love my dog, how can I tell my boyfriend?” - perguntava uma menina em profunda crise existencial. Outra perguntava como poderia se adaptar as avantajadas dimensões de um cavalo, ao que um rapaz (seria o mesmo que finou-se recentemente?) respondeu que se ela já estava acostumada a dar para o cachorro, dar para o cavalo não seria muito difícil, bastaria lubrificar mais e cuidar para o bicho não meter tudo. E a conversação toda é interessante, pois esse mesmo cara diz que os cavalos não são muito gentis e depende da parceira humana regular isso, mas uma outra mulher que também tem um garanhão de estimação diz que o dela sabe muito bem o sentido das palavras “be calm”, basta ela pronunciar isso para o bicho diminuir o ritmo e a profundidade das estocadas.
Tentando remover os conceitos de juízo (certo e errado), acho que o que assusta muito no comportamento sexual dessas pessoas é justamente o fato de ser tão fora do comum, tão diferente. E, claro, o fato de a gente nunca saber se o animal consentiu ou não na consumação do ato sexual em si.
Ano passado, eu acho, o Cocadaboa divulgou uma “notícia” (mentirosa, claro) de que o Ibama teria fechado em Goiás um hotel-fazenda para zoófilos que mantinha cabras, ovelhas, pôneis e toda sorte de animais para prostituição, e que a promotoria estava tentando processar os responsáveis por abuso sexual, mas parecia que o máximo que estava dando para fazer era processá-los por maus tratos aos animais.
Mas o que considerar num caso desses? O cavalo deve ser processado por ter arrebentado os órgãos internos do cara que deu pra ele, causando uma hemorragia fatal? Ou o cavalo foi vítima de assédio? Mas, enfim, se o cavalo não estivesse “a fins” como teria ele uma ereção? O crime foi doloso ou culposo?
Essa é uma problemática delicada. E que faz todo mundo pensar duas vezes e olhar para o lado antes de dizer que quanto mais conhece os homens mais aprecia os cachorros.
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