Alimento para a alma
Este foi o título de um e-mail que recebi hoje de um amigo. Ali havia um link que levava a uma página com diversos documentos em PDF (OK, livros) sobre os mais diversos assuntos. Eu poderia partilhar o link diretamente, mas isso seria dar o peixe. Melhor ensinar a pescar.
Se você quiser encontrar livros online (e a mesma técnica também é válida para música, torrents, ou qualquer tipo de documento) você pode usar o bom e velho Google. Basta usar de um truquezinho óbvio.
Sempre que alguém publica alguma coisa num servidor web e não configura o servidor de modo a negar a listagem do conteúdo de um determinado diretório, os nomes dos arquivos do diretório serão listados, mas no cabeçalho da página haverá a constante “index of” seguida do nome do diretório.
A idéia é justamente essa: pedir ao Google para listar páginas que contenham a expressão “index of”, mais os termos que realmente nos interessam. Então, experimente digitar na caixa de pesquisa do Google:
"index of" pdf java
Assim mesmo, com as aspas, para que o Google interprete como sendo a empressão “index of”; caso contrário ele pensaria que a palavra “index”, ou a palavra “of”, ou qualquer uma das outras, seria satisfatório para sua busca. E como “of” é uma palavra muito comum, ela seria ignorada, trazendo resultados que não teriam relevância para sua curiosidade e motivação reais.
Aproveitando que estou com a mão na massa, aproveito para contar um outro episódio genial que presenciei no trabalho, provando que a genialidade consiste, na maior parte das vezes, em ser sincero e simples.
Temos aqui um estagiário que tem síndrome de Down. Ele é muito sociável, e apesar de suas dificuldades de memorização faz o trabalho dele direito e com dedicação (até onde me é possível avaliar). Ao mesmo tempo, ele tem uma característica que não sei bem como definir, mas acho que é uma espécie de inocência. Ele tem uma boa fé incrível. Sempre ri mesmo que as piadas não tenham graça, sempre trata todo mundo com cordialidade, e não poupa sorrisos sinceros e francos.
O menino então veio ao covil onde trabalhamos, trazer umas correspondências, e demonstrou uma certa confusão quanto à divisão de Unix, Linux e Windows num mesmo local. O colega que trabalha com Unix saiu na frente dizendo: “tu já pode aprender uma coisa, o melhor de todos é o Unix; ou tu já viu alguma coisa que dão de graça ser boa?”. E aí vem a genialidade: o menino respondeu que “o café expresso da máquina é de graça e é uma delícia, eu adoro”.
Acho que preciso tomar umas aulas com ele. Dá pra dizer a verdade sem trucidar o interlocutor.
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