Meus caros leitores não imaginam a minha surpresa ao descobrir que meu post anterior, sobre Michael Jackson e pedofilia, passou a ser o campeão de acessos por aqui. Quem me lê regularmente sabe que não escrevo para caçar paraquedistas, e mesmo quando o faço é em alto nível. Logo, o texto mal-humorado que escrevi sobre o hype do momento foi apenas um desabafo quanto à mania que as pessoas têm de endeusar qualquer um que morre.
Este “fenômeno” fica bem ilustrado no filme “Violação de Privacidade”, em que as pessoas mais abastadas implantam no cérebro de suas crianças, logo ao nascerem, um circuito que vai registrando em áudio e vídeo tudo que a pessoa vê e ouve; o personagem de Robin Williams tem a profissão de “editor de memórias”: quando um dos portadores de implantes morre, ele assiste à gravação da vida inteira do sujeito e separa os melhores momentos para fazer um filme que vai ser passado no velório da criatura; um dos clientes dele é um sujeito violento, adúltero, mentiroso, estuprador que por conta do poder do dinheiro passou a vida impune, para quem ele faz um filme lindo e emocionante que o retrata como um semi-anjo ou coisa assim.
Não nego que Michael Jackson teve uma infância difícil. Mas aos doze anos de idade ele ganhava 200 mil Dólares por mês para gastar no que quisesse. Conheço gente que aos doze anos vendia melancia na beira da estrada para pagar o material escolar (eu mesmo), e gente que morava na roça, e que aos oito anos tinha responsabilidades compatíveis com as de qualquer adulto, não tendo o direito de escolher se estava quente demais, frio demais, se estava doente ou não: o trabalho tinha de ser feito e pronto. Nem por isso estas pessoas (eu incluso) se tornaram pedófilos, viciados ou o que quer que seja.
Também não nego que o legado cultural de Michael Jackson é um dos maiores do planeta, não sou imbecil a ponto de cerrar os olhos para a genialidade dele, e a consequente influência que ele exerceu, exerce e exercerá para sempre em todos os artistas depois dele. E isso é fruto, claro, de seu inegável e imenso talento.
Entretanto, fã é uma coisa irracional mesmo, e — definitivamente — não vou discutir com essa gente nem tolerar ofensas aqui no meu blog. E muito menos vou deixar de pensar que acho mesmo que ele era pedófilo (Peter Pan é o carpaccio), independente de haver ido para a concretização disso ou não. Mas é fato que um homem de 40 anos de idade não bota nem os próprios filhos pra dormir na sua cama, muito menos filhos dos outros!



Pois é Janio, acho que são poucas as pessoas que tem acesso a tecnologia e acompanhem blogs como o teu e que tiveram uma infância como a descrita acima por você.
“…gente que morava na roça, e que aos oito anos tinha responsabilidades compatíveis com as de qualquer adulto, não tendo o direito de escolher se estava quente demais, frio demais, se estava doente ou não: o trabalho tinha de ser feito e pronto.”
Estas pessoas deveriam provar o que é ir para a roça antes do sol nascer em um dia de inverno com o orvalho transformado em gelo e depois sim, poderiam falar em infância dificil com um certo conhecimento do que é isso.
Sobre o Jacko, acho que os caras que fazem comentários “toskos” falando que você deveria se informar antes de escrever algo como o post anterior, deveriam elas se informarem e terem a capacidade de interpretar melhor a declaração do próprio Jacko que falou aos 4 ventos que dormia com meninos.
Se isso não é enquadrado como pedofilia então, por favor, parem o mundo que eu quero descer, porque sendo assim, eu realmente não pertenço a este mundo.
Li o outro artigo e fiquei espantado, mas preferi não emitir minha opinião, mas agora que parece que você está mais calmo eu vou dizer: Na minha opinião, eu acho que ele não abusou de criança alguma, como o próprio menino já disse que era mentira a acusação, acho que apenas aproveitaram-se da tosquisse e mania de ficar bajulando criança e armaram essas acusações.
A verdade acho que agora só Deus sabe e assim ele vai morrer como mito, na realidade, ele era um coitado de um doente solitário e viciado.
Abraço
Neto.
Convenhamos que “mania de ficar bajulando criança” foi um baita de um eufemismo!
Mas é verdade, foi um coitado infeliz e solitário cuja única coisa verdadeira que conseguiu amealhar a partir do seu talento foi grana, nada mais.
Que Deus tenha misericórdia dele, e que me perdoe pela intolerância.
senore digo pra pessoas que vivem vida torta que passado não leva ninguem pras drogas nem prostituição ou coisa semelhante, concordo com o que disse robe willian, vivi uma infancia muito dificil desde criança tive q trabalhar na roça mesmo, depois fui pra casa de familia trabalhar nao tive pai nem mae pra me sustentar, nem por isso entrei num mundo de drogas ou prostituição ou qualquer coisa que denigre a minha imagem. somos o que queremos ser se sofremos no passado, como diz passado ja passou não justifica ficar preso a um passado e fazer injustiças com inocentes porque fui injustissada.
Olá Robin,ADOREI O SEU COMENTÁRIO!!!Mesmo com todo o sucesso,pra mim Michael não passa de uma pessoa mortal.Infelismente vivemos em um mundo onde as pessoas deicharam de acreditar em Deus,pois o q importa é a fama o dinheiro e o q pode se comprar com esse dinheiro e etc e tal.Onde vamos parar?O mundo está idolatrando ele como se fosse uma pessoa imortal,ou seja,não acreditam q ele morreu…Todos morremos é a lei da natureza!
Conheço varias crianças que passaram por dificuldades,eu sou uma delas,meus pais trabalhavam na roça e não tinham condiçoes de pagar alguem pra ficar comigo então me levavam, e eu passei uma boa parte da minha infancia trabalhando na roça.E daí eu não morri por isso e nem tenho traumas, só atrasei um poucos os meus estudos, mas nada que não desse para recuperar…Hoje sou formada e como muito orgulho.
Que mal lhe pergunte, formada em quê?