Adeus, Firefox: foi bom enquanto durou


Hoje foi o último dia de uso do Firefox no meu computador. Foram anos usando o navegador, desde os tempos em que se chamava Firebird. Desde sempre nutri um quase exagerado apreço por ele, a ponto de fazer vistas grossas para muitos de seus defeitos, entre os quais a lentidão irritante, à medida que novas (e indispensáveis) extensões eram acrescentadas a ele.

Contudo, de nada me adiantava ter um computador novo, de excelente qualidade (foi-se o tempo que eu usava frankensteins com componentes de quinta), se o principal programa que eu queria usar nele se mostrava uma verdadeira carroça. Aliás, nem é questão de querer, e sim de precisar, pois praticamente tudo o que faço está baseado na web.

Hoje, ao voltar do carnaval, meio debilitado pelos excessos inerentes a tal festividade, o que me custou “ganhar” uma gripe que me deixou de pavio curto, decidi admitir que nenhum idealismo vale o sacrifício de deixar de usar um navegador realmente rápido, com o Safari, para ficar sofrendo nas garras do Firefox.

Safári na África

Somando-se a esse estado de ânimo o fato de que já é possível baixar a versão 4.0 Beta do Safari, que promete executar JavaScript até 30x mais rápido, fora as frescuras visuais, fica mais do que evidente que não daria para continuar com aquele lixo de navegador.

No fim das contas, apenas três extensões para o Firefox se mostraram realmente indispensáveis: AdBlock, GreaseMonkey e WebDeveloper (que vai bem com a FireBug). Mas todas as três contam com equivalentes para o Safari!

A extensão (se é que se pode chamar assim) Safari AdBlock funciona como quase tudo no Mac: instale e esqueça. Bem, mais ou menos, porque eu não gosto de bloquear todos os anúncios, só os excessivamente invasivos, como os popups e aquelas porcarias de “layers” que impedem que se leia o conteúdo da página sem antes clicar na porcaria do anúncio. Ela se atualiza automaticamente, de acordo com a lista pública de padrões do AdBlock Plus do Firefox.

Já o GreaseMonkey pode ter sua funcionalidade reproduzida (com um alto nível de acerto) seguindo o seguinte tutorial: How to run Greasemonkey scripts in Safari. Está em Inglês, mas não creio que nenhum usuário de Mac realmente vá ter alguma dificuldade. E, claro, a solução para mim foi satisfatória, pois a maioria dos userscripts que uso são de minha própria autoria.

Por fim, falar de desenvolvimento web usando o Safari é um capítulo à parte. Não vou chover no molhado, apenas indicarei um outro excelente artigo que resenha duas grandes ferramentas que complementam as funcionalidades nativas do Safari para este mister: Web Development With… Safari.

Sofrer de graça certamente não é mais comigo.