Abaixo os Zelotes
Hoje eu fiz uma coisa que acho muito feia: fechei os comentários a um determinado post. Por um único motivo: não suporto mais os fanáticos por Linux tentando me convencer de que eu sou um imbecil que não sabe a diferença entre uma distribuição e o Kernel.
É por causa de gente desse tipo que o sucessor do XP, o Windows Vista, que eu ainda não usei e nem pretendo usar porque não vou pagar por um sistema operacional pior que a alternativa gratuita, é a peça de desejo de todo usuário de computador.
É por causa deste tipo de fanático que se acha muito superior ao usuário médio, que ao invés de trabalhar para tornar o Linux uma alternativa realmente acessível a todos os usuários de computador (acessibilidade não é só preço), que o Linux ainda tem fama de difícil, de complicado, de chato.
Difíceis, complicados e chatos são os manés que acham cool (ou book) editar arquivos de configuração manualmente; que acham natural que uma pessoa que precisa usar o computador para produzir saiba que para sua webcam funcionar no Linux ele tem que compilar o módulo manualmente, resolver dependências, e sabe-se mais o quê.
Aliás, zelotes, vocês acham que não entendo de Linux? E como vocês acham que eu administro o meu servidor? O que vocês acham que roda no meu desktop? Se eu consigo utilizar os recursos de que preciso de maneira satisfatória, então eu sei o suficiente, não sei? E se preciso de algo de que não sei, ou eu pago um profissional (mas nunca um zelote), ou preferivelmente peço ajuda a um amigo, que vai me ensinar o que ainda me falta aprender. Isso faz de mim melhor ou pior?
Acordem, imbecis, e compreendam que se resolveram oferecer os seus esforços para a comunidade (tem zelote que diz: “eu não uso distro que não seja da comunidade” como se fosse um mantra), que seja no sentido de tornar o Linux mais acessível às pessoas que precisam ligar o computador e sair produzindo, e não ficar adivinhando qual raio de módulo é aquele que habilita a placa de rede sem fio. Quem paga milhares de reais por um computador, equipando-o com o melhor processador, a melhor memória, o melhor tudo que seu dinheiro pode comprar, não quer ter que se preocupar se o módulo é stable, do cvs ou da poohta que o pariu. Ele quer produzir, quer navegar na Internet, quer usar seus periféricos, comunicar-se.
Finalmente, o corolário de que zelotes podem saber tudo de escovação avançada de bits, mas carecem de inteligência emocional: o dito texto cujos comentários eu fechei por causa deles está marcado com o rótulo “humor”. Humor, gente! Os zelotes não sabem o que é isso, acham que é um ataque a essa ou àquela distro! Ah, façam-me o favor…
Em tempo, numa edição antes da publicação do texto: tem um outro babaca aí que acha que conhece Linux, mas que diz que nunca usou Debian, justamente porque ele gosta de distros com instaladores simples e poderosos. Confira aqui.
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