A Vida sem RSS


Meu amigo escreveu um artigo delicioso de se ler: «Como a vida podia acontecer sem Rss?». Como diria o Cardoso esse meu amigo roubou um post genial que eu ia escrever, mas não escrevi, na verdade nem cheguei a rascunhar, acerca das mudanças que o RSS proporciona nos hábitos de produtividade das pessoas.

É claro que o Van Lord é um usuário com um nível técnico acima da média, mas não é exatamente o que eu chamaria de nerd. Ele foi o primeiro dos meus conhecidos a comprar um tocador de DVDs com suporte a DivX por causa dos filmes que queria ver, e não porque o tocador tocava DivX. Ele é um daqueles caras que sabem como as coisas funcionam, a ponto de manter um blog (com RSS e tudo) sem nem ao menos instalar um gerenciador de conteúdo ou, que fosse, um mero banquinho de dados. Em outras palavras, ele me parece o protótipo do cidadão comum do Século XXI. Explico: no Século XX a grande massa sabe pilotar um automóvel, muitos sabem trocar pneus, poucos sabem um pouco mais de mecânica, e pouquíssimos são os especialistas em mecânica automotiva; da mesma forma, creio que no Século XXI todo mundo — a grande massa — saberá usar com desenvoltura dispositivos computadores (pessoais ou não), muitos saberão alimentar o conteúdo de seus próprios sites (ou algo que o valha, creio que este conceito também tende a se modificar substancialmente nas próximas décadas), poucos saberão os detalhes por trás da ferramenta, como especificações de protocolos e quejandos, e pouquíssimos serão os especialistas em desenvolvimento de hardware e software. E sim, minha teoria da forma como está exposta é simplista, mas não vejo utilidade alguma em espichá-la daqui por diante.

Meu amigo diz: Quem não tem rss está praticamente morto, ou melhor, quase não existe para mim. Posso contar nos dedos da mão os sites que não possuem rss e ainda assim vou lê-los. Tomara que os sites de conteúdo lessem o seu blog, e acordassem para a realidade (wake up, dead men): ou se adaptam ou morrem continuam mortos.

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