Fiquei sabendo por meio de alguns amigos que neste final de semana que passou era pra ter tido uma tal de “marcha pela legalização da maconha”, ou coisa assim. Depois acabei lendo no Sérgio e no Fernando acerca do mesmo assunto, e resolvi que era hora de eu dar a minha opinião. Afinal, não é para isso que eu sou pago?
Para não incorrer no erro da hipocrisia, vou abster-me de falar acerca da minha experiência, ou não-experiência, com a marijuana. Vou falar apenas de dados e informações.
Em primeiro lugar, esse papo de “legalize já, uma erva natural não pode te prejudicar” é uma das maiores falácias que eu já ouvi. O veneno que matou sócrates, a cicuta, é uma plantinha, uma erva natural lindinha, que tipicamente em uma hora após a ingestão causa a morte da pessoa, com dores abdominais horríveis.
A segunda falácia que muito se ouve dos defensores da legalização da ganja é que ela não vicia. Não vicia quem não fuma. Por mais que seja considerado um entorpecente leve, a cannabis causa dependência, e na maioria dos casos serve de porta de entrada para o consumo de drogas mais pesadas e prejudiciais.
A terceira falácia que ora se me dá é acerca de maconha fazer bem para a saúde. Como diria Forrest Gump, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa: a medicina pode fazer uso do THC, a substância ativa da maconha, pode encontrar nele elementos medicamentosos que porventura acabem por fazer bem no tratamento de algumas doenças. Mas esse é o princípio da homeopatia! O que é veneno em grandes quantidades, em doses ínfimas, reduzidas, é remédio.
Legalizar ou não, em minha humilde opinião, não é uma questão de liberdade como pregam os defensores da legalização (ou descriminalização), e sim uma questão de saúde pública.
Assim como o consumo de álcool, por exemplo. Qualquer pessoa maior de idade pode ir a um supermercado e comprar caixas e caixas de bebida. Mas os danos que o alcoolismo causa na vida das pessoas são reais, palpáveis, seríssimos.
Conheci um senhor, certa vez, que sofria com o alcoolismo. Aliás, ele sofria, a mulher, as três filhas, vizinhos, amigos. Ele tinha consciência de que era um homem doente, que devia manter-se afastado do álcool a qualquer custo. Certamente, esse tipo de pessoa jamais empunharia cartazes incentivano a liberação do consumo de qualquer substância que alije seu usuário de suas plenas faculdades mentais. Porque ele é doente, mas não é burro. Falei?
Confira ofertas de: DVD, filmes, celulares, notebooks, livros, jogos, Wii, PS3
Tags: alcoolismo, breu, cicuta, debate, forrest gump, ganja, legalização, liberdade, maconha, marijuana, medicina, Opinião, Saúde, Tetrahydrocannabinol, thc